Emblema de Raça
Juan Pablo Sorín escreve nas páginas heróicas e imortais do Cruzeiro

Foto: Vipcomm
No Futebol, ele não é artilheiro, não é nenhum camisa 10, nem brasileiro ele é, mas em Belo Horizonte foi intitulado cidadão honorário. Juan Pablo Sorín agora entra pra um novo time: O time dos ex-jogadores. O estilo de jogo do ala esquerdo argentino vai cravar uma saudade eterna nos argentinos, na torcida cruzeirense, onde se tornou ídolo e de outros admiradores de coadjuvantes como ele.
Foram 15 anos de um futebol jogando com seriedade e com raça, e recentemente com liderança, determinantes para fazer de um lateral esquerdo um grande ídolo. Revelado pelo Argentinos Juniors de Buenos Aires, Sorín passou pelo River Plate, onde conquistou os títulos mais importantes na carreira de um argentino: Apertura, Clausura e Libertadores. Depois chegou no Cruzeiro pela primeira vez.
Posteriormente ele rumou pra Europa. Barcelona, Turim, Paris até que teve mais uma passagem por BH, onde foi marcante mais uma vez.
Sorín sempre foi o principal coadjuvante, normal para quem nem sempre é autor do gol. E sempre foi exato em desarmes, passes e lançamentos todos primorosos e com um “Q” de garra, como quem usava todas alternativas pra ver seu time balançar a rede adversária, essas foram as qualidades que o marcou como um excelente jogador. Sempre foi obstinado pela vitória, dono de futebol ao mesmo tempo muito técnico. Seu pensamento sempre foi o amparo a equipe, ignorando o individualismo. Por onde jogou sempre foi o coração do time. Prova disto quando ao lado de Riquelme e Forlan, levou o Villarreal às semifinais da Liga dos Campeões e também quando foi peça principal na articulação e criação de jogadas vestindo a camisa da Seleção Argentina na campanha da Copa de 2006. Naquela oportunidade, o canhoto foi capitão.
Embora ter conquistados títulos mais importantes da sua carreira com o River e ter assumido funções importantes na Argentina, jogando três copas do mundo, o time mineiro é o que Sorín mais se identificou e o carinho é recíproco, tanto a torcida da Raposa, quanto o clube fizeram do lateral uma figura emblemática, um ídolo da história recente, que chega a dar mais orgulho que qualquer outro jogador uma relação transcendental por todos os fatos heróicos de Sorín com a camisa azul.

Foto: Reuters
O respeito que o jogador conquistou é explicado em alguns episódios. Como quando arrancou aplausos no Mineirão, mesmo atuando com a camisa da Argentina e fazendo gol contra o Brasil. O sentimento é explicado também quando agora aposentado, o ex-jogador não deixa o Brasil, mesmo depois de ter passado pelo primeiro mundo. Sua diferença talvez seja que com a constelação do Cruzeiro do Sul no peito ele foi mais do que um jogador, foi também um torcedor e nunca será um exagero chamá-lo de creaque.
Por Wiliam Amorim
