Pela centésima vez, Brasil no topo
Na ausência de Massa, Barrichello vence na Europa

Foto: Reuters
Que saudade de ouvir o nosso hino nacional na Formula 1. Diferentemente de outros esportes, no automobilismo é assim só toca o hino de quem ganha. E este ano, ainda não tinha aparecido o do Brasil. Em Valência, no GP da Europa, o contestado Rubens Barrichello superou o emparelhamento das McLarens, chegou em primeiro e trouxe uma marca importante para o nosso País: a centésima vitória brasileira na categoria.
Neste momento cuidadoso do automobilismo brasileiro em que Massa passou por um complicado acidente, esta vitória do Rubinho mexe com a emoção do Brasil. O vencedor de hoje, único brasileiro em pista, trouxe em seu capacete a dedicação da vitória. Somou mais dez pontos e é o segundo colocado na classificação de pilotos, atrás apenas do companheiro Button.
Para chegar ao topo em Valência, a estratégia de Brown teve de, enfim, funcionar para o lado do brasileiro. A Brawn GP, com esta vitória, parece retomar as coroas, tendo em vista o baixo rendimento da RBR, principal adversária de Ross Brawn, que não pontuou.
Restam agora mais seis provas para acelerar e definir o campeão desta temporada incomum. Button construiu sua vantagem nas primeiras provas, no entanto seu descuido é visível, falta apenas um concorrente forte para desbaratá-lo. Nas últimas corridas o piloto inglês perdeu o título de sensação e está cada vez mais ameaçado na ponta.
Barrichello foi a cereja do bolo. Ou seja, para vencer 100 corridas de Formula 1, o Brasil contou com a soberania do tricampeão mundial, Ayrton Senna (41 vitórias), este o maior vencedor do país. Além de Senna, Nelson Piquet (23 vitórias), Emerson Fittipaldi (14 vitórias), Felipe Massa (11 vitórias) e José Carlos Pace (1 vitória) somaram suas conquistas às 10 vitórias de Rubinho.
Por Wiliam Amorim
