O triunfante retorno a Capital do Rock
Biquini Cavadão dividiu a festa com 10 mil pessoas no Festival de Inverno de Brasília

Foto: Cerrado Mix
Emocionante, envolvente. Fantástico, emocionante do começo ao fim, assim foi o espetáculo do Biquini Cavadão, de volta a Brasília. Dominaram o palco do 3º Festival de Inverno de Brasília. A forte influência do rock nacional superou todas as expectativas e quem compareceu contemplou a melhor de todas as apresentações da banda na cidade. A energia do grupo foi super envolvente e contagiante durante toda a festa, Bruno Gouveia, o vocalista parecia incansável e a platéia com mais de 10 mil pessoas correspondia.
O cardápio musical até deixou falhas, mas é impossível descrever os bons momentos da banda em uma hora e meia de show. Os hits de composições próprias como Timidez, Tédio e Vento Ventania não faltaram. E quem acompanha sabe que bandas que marcaram os nos 80 foram representadas neste show: Legião Urbana, Raul Seixas, Nenhum de Nós, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Ira! e Uns e Outros. A banda abriu o show com a música Índios, uma homenagem a Legião Urbana e à cidade. E fechou com a dançante Chove Chuva de Jorge Ben Jor, que apesar do frio, o público não se importou com a água lançada pelo frontman Bruno Gouveia.
Geralmente apresentações ao vivo são mais difíceis e pode prejudicar o espetáculo por não ter tantos recursos de um estúdio. Felizmente este não é o caso da banda paulista, que foram ainda mais empolgantes com o público presente. A técnica de todos os músicos é incomparável, a produção do evento também não deixou falhas durante o show. Foi também ao vivo que a banda mostrou o nível de sua humildade, uma relação direta e dinâmica com a multidão de espectadores que acompanha a banda em todo o Brasil, uma multidão que sempre propagrá o lema do Biquini: Viva o Rock Nacional.
No Mundo da Lua
Como de costume, a banda sempre convida alguém da platéia para acompanhá-los no palco durante a música No Mundo da Lua. Essa é uma forma que une o público e o artista. Para eles é essencial que não haja estas barreiras. Rodrigo de Sobradinho, representou o público de Brasília e fez parte desta festa.
Eu sou do povo…
“Eu sou do povo, eu sou o Zé Ninguém, aqui embaixo as leis são diferentes” é o que diz a música Zé Ninguém. A idéia deste refrão executada quando Bruno fez questão de cantar não mais do palco, mas sim nos braços da galera. Um dos pontos máximos do show, a multidão carregava o mega cantor enquanto ele cantava a música Por Você. Demonstra mais uma vez que os fãs fazem parte da banda e a música nem o estrelato devem separá-los. Essa é a marca registrada da banda.

Foto: Cerrado Mix
Até quando esperar?
Como todo rock do Brasil a crítica aos cuidados políticos é parte integrante destas bandas já citadas. Quando se trata da Capital do País isso é visto ainda com mais nitidez. Foi quando entrou no palco, Philipe Seabra da banda Plebe Rude, juntamente com o Biquíni cantaram Até quando Esperar? A música de sucesso da Plebe. O contexto político e os ideais nos Senado andam destorcido, um fator que fez a música de 20 anos ficar tão recente. Diferentemente de quando Seabra estava com o Jota Quest, em um show patrocinado pelo GDF, desta vez as cobranças teve mais veemência.
Setlist
1. Exagerado (Cazuza)
2. ìndios (Legiao Urbana)
3. Zé Ninguém
4. Dani / Uma Brasileira (Os Paralamas do Sucesso)
5. Envelheço na Cidade (Ira!)
6. Vou te Levar Comigo
7. Quando eu te Encontrar
8. Vento Ventania / You are my Sunshine (Jimmy Cliff)
9. Aonde Você Mora (Cidade Negra)
10. Janaína
11. Múmias
12. Carta aos Missionários (Uns e Outros) / Maluco Beleza (Raul Seixas)
13. Até Quando Esperar (Plebe Rude)
14. Astronauta de Mármore (Nenhum de Nós)
15. Timidez
16. Por Você (Barão Vermelho)
17. No Mundo da Lua / Sobradinho (Sá e Guarabyra)
18. Tédio
BIS
19. Quanto Tempo Demora um Mês
20. Chove Chuva (Jorge Ben Jor)
por Wiliam Amorim
