Brilha muito na Copa do Brasil
Corinthians, após evitar desastre contra o Furacão, trilha o caminho da conquista nacional

Foto: AFP
O cauteloso time de Mano Menezes foi mais uma vez decidido. Suportou a ofensiva pressão do Internacional e comemora agora as glórias do terceiro título na Copa do Brasil. O Corinthians sobe seus degraus aos poucos, na memória da Fiel a dor do rebaixamento em 2007 ainda é recente, entretanto, de lá pra cá o alvinegro do Parque São Jorge já conquistou três títulos confirmação que o time se recuperou. Com isso também garantiu uma vaga na Libertadores de 2010, ano que o clube completa 100 anos de existência.
O Timão não via tempos assim, desde o espetaculoso elenco que trazia Nilmar (Adversário), Tevez e Mascherano. Eu até afirmo que com a estrutura tática de Mano, este time está ainda melhor. Mas para a alegria do futebol nacional, embora o São Paulo desandou um pouco, o nível entre os clubes da série A anda bem equilibrado, promessa que o Corinthians não tem o caminho livre para o Brasileirão, mesmo mediante toda essa ascensão.
Nos confrontos que definiram o campeão da Copa do Brasil, o Corinthians teve algumas vantagens naturais no primeiro jogo. Do colorado, Nilmar e Kleber serviam a seleção na África do Sul, além de D’Alessandro que se recuperava fisicamente, enquanto no Corinthians somente André Santos desfalcava o time. Com esse cenário o Timão fez a primeira partida em casa, para um Pacaembu lotado, resultado não deu outra: vantagem elástica para o dono da casa que não sofreu gols. Esse foi o fator determinante para o título, pois no jogo de volta, além da soberana vantagem, a calma estava do lado do Corinthians que destruiu as chances do Internacional ainda no primeiro tempo.
Mas a torcida do Colorado é guerreira não parava de cantar, Guiñazu é raça, com mais uns cinco dele em campo o Inter não perdia. Nilmar é técnica, correu durante todo o jogo, mas colecionava tentativas frustradas. E quem é mais impulsivo que D’Alessandro? Violentamente o argentino inibiu a catimba corintiana, que não se fazia necessária, foi expulso, contestado, e prejudicou sua equipe. Tirando a Fiel e a torcida do Grêmio, muitos torciam e não deixavam de acreditar em um milagre: ver o Inter reverter a partida para 5×2.
Jogando de branco, em pleno Gigante, o Colorado demonstrou que o clube tem mais pressão que futebol. Sem a conquista da Copa do Brasil, Tite pode estar ameaçado no comando do Inter, visto que, Muricy Ramalho ainda não assinou com nenhum clube.
Por Wiliam Amorim
