A sexta de sete
Team radio brawn GP: “unbelievable, unbelievable (…)”

Foto: Reuters
Jenson Button vence o GP da Turquia, uma etapa para nos dar mais alguns aprendizados sobre esta louca temporada. Uma das lições é que ao término de uma temporada é inútil querer apontar os futuros favoritos, por isso penso e falo de coração: 2008 foi o grande ano de Felipe massa. O declínio das grandes e ascensões de Brawn e RBR são prova disto. Aliás, pouco adianta torcer contra o talento menos ainda quando se fala de sorte. Mesmo com os finais de corrida sempre tão iguais, algumas coisas ainda são incompreendíveis, como o sorriso incontível do britânico ao cantar o God Save the Queen do lugar mais alto do pódio, mesmo tão acostumado a vencer este ano, Button fica mais vislumbrado com cada conquista.vai ver, ele sabe bem aonde este vício de vencer o levará.
Para a escuderia de Ross Brown, não houve dobradinha na Turquia, exceto na volta em que Button ultrapassou Rubinho como retardatário. O brasileiro teve seu talento sufocado pelo azar, um constante carma em sua polêmica carreira. Com a péssima largada e a tentativa inconseqüente de se recuperar, arriscou demais e trouxe mais complicações que resultaram no abandono da prova. Primeiro carro da Brawn a não completar uma prova. De todas as frustrações desta prova, Barrichello poderá se contentar em continuar na vice-liderança e com seis pontos de distância.
Discreta Ferrari em 2009, discreta atuação de Felipe massa. O grande sultão da Turquia, embora não tenha trago mais uma vitória no circuito de Istambul, conseguiu pelo menos manter a estabilidade que não o deixará mais para trás e ao mesmo tempo, uma medianidade, que o firma como coadjuvante. Com 11 pontos, massa é só oitavo colocado. Algo ainda nos leva a acreditar que tanto ele como a Ferrari podem fazer mais do que isso.

Foto: Reuters
Algo extremamente legal para se comentar em um último parágrafo é a atuação de Nelsinho Piquet. Não fez a corrida genial do ano, também não pontuou, mas foi brilhante em uma disputa de ultrapassagem com o atual campeão mundial, Lewis Hamilton. Piquet não tomou conhecimento algum e desbancou o bambambã com uma fraca e limitada Renault, o herdeiro de troféus traz no sangue, este espírito de competitividade, queríamos nós brasileiros que Timo Glock houvesse feito o mesmo em Interlagos. No decorrer da corrida, após a guerra estratégica do segundo pit stop, Hamilton ainda chegou à frente de Nelsinho, mesmo assim, o brasileiro tem seus méritos por desbaratinar o algoz de Massa.
Por Wiliam Amorim
