A diferente e envolvente Libertadores do Brasil
Do Grêmio ao Palmeiras, o Brasil bem representado na Libertadores

Foto: Ivan Alvarado
A emoção com certeza foi o ponto alto de uma classificação histórica do Palmeiras. Um descuido inicial com duas derrotas consecutivas levou o clube ao desespero em se ver próximo a uma precoce eliminação, no mais temido dos grupos. Com a gota de esperança conquistada ao vencer seu carma chamado Sport, o time encontrou confiança que serviu de base para escrever, então, uma de suas maiores reviravoltas da história recente.
A comemoração de Vanderlei Luxemburgo, com o fim da partida no Chile, parecia relembrar mais um de seus títulos que enaltecem sua carreira. Entretanto era mais nada do que um alívio com o resultado: gol de Cleiton Xavier aos 42 do segundo tempo, Palmeiras, com um jogador a menos 1, Colo-Colo 0. Resultado do esforço e raça sobre comum que o time mostrou depois dos tropeços. Cleiton Xavier, além do gol, foi autor da expressão que resumiu o espírito guerreiro do time, principalmente de Pierre e Diego Souza, componentes essenciais na ascensão do Palmeiras.
O inusitado ficou pra ser contado que o Palmeiras venceu o grupo da morte longe do Brasil nos últimos suspiros e tem a moral redobrada para a segunda fase. O Grupo 1 foi para o Sport e para o Palmeiras, um campeonato a parte, mas os dois agora tem toda uma outra competição pela frente. O título ainda está longe. Também não é demais dar bons créditos ao Leão da Ilha que surpreendeu em liderar tal grupo e ainda vencer mais uma vez a Liga Deportiva Universitária, desta vez em pleno Casa Blanca.
Outros brasileiros chegaram às mesmas oitavas que o Palmeiras, porém de uma maneira bem mais tranqüila. É o caso do Grêmio de Porto Alegre, o melhor time da Libertadores até o momento, Invicto na primeira fase, mesmo sem um treinador definido. São Paulo e Cruzeiro também garantiram a classificação por antecipação estão com o foco na reta decisiva do torneio, todo cuidado daqui pra frente é pouco, cada jogo agora será uma decisão.
A superioridade dos brasileiros quanto aos outros sul-americanos, mais uma vez foi um fato evidente. A grande pedra do nosso caminho é sempre uma zebra empacada se valendo de uma retranca e da forte catimba ou ainda o histórico carrasco Boca Juniors. Se neste ano o clube argentino não intervir e não houver confrontos brasileiros desnecessários antes das semifinais, será bem provável termos novamente uma final entre times brasileiros, assim como em 2005 e 2006.
A Libertadores possui seus sabores, seus valores e suas recompensas que a diferem dos demais. É além de tudo uma escola intercontinental que ensina uma pegada diferenciada e uma vontade extra de vencer. Competição que requer um estilo de jogo diferente do que se pratica no Brasil e também do que vemos na Liga dos Campeões. Só aqui presenciamos uma verdadeira briga dentro dos campos, onde a emoção e o telento superam a capacidade física.
por Wiliam Amorim

Fico feliz em ver o Verdão jogando com tanta raça na Libertadores, como em outras edições anteriores do campeonato onde muitas pessoas duvidavam da capacidade do time de conquistar o campeonato!
Agora, é bola pra frente que vem as oitavas!
Espero que o início da competição não se repita no time do PALMEIRAS!
Abraço primo!