O toque das mulheres
Em Pequim, as brasileiras se destacam e trazem prêmios inéditos

Foto: Reuters

Foto: The Associated Press
A capital chinesa deu seu adeus final aos jogos olímpicos e se mantém satistefeita pela organização do evento de forma esplendorosa. Bom para a China que superou os Estados Unidos em medalhas de ouro. Realmente um ótimo investimento segue um bom desempenho, o tal rendeu 51 medalhas de ouro. Para o Brasil Pequim trouxe novas marcas, novas conquistas, mas deixou muita decepção pelo caminho também.
As mulheres foram o toque de ouro no pódio. A saltadora Maurren Maggi se tornou a primeira mulher brasileira a ser campeã individual numa olímpiada, para alegria de sua filhinha que vai entender o feito glorioso da mã daqui uns tempinhos. A seleção feminina de volei também foi o nosso orgulho, após algumas finais perdida para os Estado Unidos em outras modalidades, as brasileiras uniram forças no bloqueio e sagraram-se as campeãs olímpicas. César Cielo salvou a atuação masculina, além de trazer o ouro inédito da natação.

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Ao longo das Olímpiadas o Brasil confirmou seu favoritismo e trouxe prata com Robert Scheidt e Bruno Prada na vela star. Trouxe uma dupla do volei de praia para a prata. Tivemos bronze de vários estilos também. o futebol masculino, vôlei de praia, o Cesão na natação, tivemos 3 no no Judô, sendo uma bem especial. Através da categoria Leve Ketleyn Quadros, a judoca de Ceilândia, se tornou a primeira mulher a trazer medalha olímpica do Judô. Natália Falavigna ainda trouxe bronze do Taek-wondo e a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan também trouxeram bronze, que fizeram o Brasil somar um total de 15 medalhas. Sendo elas 3 de ouro, 4 de prata e 8 de Bronze.

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As mais amargas dessas conquistas com certeza foram as pratas do futebol feminino e do volei masculino. Não é bom perder, ainda mais com uma equipe cheia de potencial, dando muita raça e força de vontade, apesar de tudo isso essas duas equipes, lamentávelemte encontraram adversários mais fortes e ficaram em segundo plano. O time de Marta e o time do Giba, foram ao longo desses equipes que já nos fizeram bastante felizes por feitos e conquistas e o perter faz parte de qualquer jornada. Eles já provaram toda a capacidade e de cabeça erguida recebem a prata amarga.
As mulheres num todo poderiam ter feito ainda bem mais, senti falta delas na ginática e também na natação, mas de qualquer forma fica um grande marco, além do icentivo a outras mulheres lutarem contra o preconceito feminino no esporte. A todas elas, medalhistas ou não, meus parabéns!

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Wiliam Amorim
estudante de jornalismo

Mulheres, ah mulheres!
Quão guerreiras são! Quão fortes e ao mesmo tempo quão delicadas.
Essas olimpíadas só provou o que todos já sabiámos: elas lutam até o fim!
Nem sempre o fim nos trás as glórias de que tanto precisamos neste país tão preconceituoso e desigual.Nem sempre o fim está em uma competição, mas se realiza anos depois. Esse foi o caso de Maurren, das meninas do volei, das meninas guerreiras do futebol, da atleta que tão humilhantemente ficou sem seus instrumentos de trabalho em um erro terrível da desorganização chinesa!
Mas o triste é saber que muitas dessas mulheres voltarão ao anonimato dentro de seu país, que ainda não aprendeu a valorizar o tremendo esforço que é para uma mulher ser atleta!