Di Maria y lo Oro
O lugar mais alto do futebol olímpico é para os argentinos

Foto: The Associated Press
A final do futebol olímpico no Ninho do Pássaro hoje foi debaixo de um calor de 35º de temperatura, não sei se a chama dos Jogos Olímpicos influenciava nessa estatística. O forte brilho do sol iluminava o estádio de Pequim e complementava o ambiente para mais um jogo histórico (particularmente amo a iluminação natural). Algo irritava os brasileiros mais do que ver os argentinos na final, era um som vindo da torcida nigeriana, uma charanga bastante ensaiada de um repertório só. Para o começo do jogo até que ia, mas aquilo era constante e a melodia não tinha mais do que 4 notas, isso durante 90 minutos.
Em um cenário como esse, a partida era recheada de algumas estrelas, Riquelme, Messi, Mascherano e Agüero eram os jogadores que detiam as expectativas para um bom jogo. Foi um jogo bonito disputado e no primeiro tempo, bastante equilibrado. Se destavam Di Maria pela velocidade, Mascherano pela visão de jogo. Outro que cumpria a função muito bem era Zabaleta, que estava dentro da idade olímpica. Mas gol só saiu no segundo tempo. Os Lançamentos argentinos que lembravam a seleção brasileira de 82, encontraram o veloz Di Maria que caprichou audaciosamente no gol de cobertura. Um gol na final que sela a campanha de uma nova geração para manter a rivalidade contra o Brasil em alto estilo.
Os argentinos levam o ouro, segundo consecutivo em Olímpiadas e de quebra a revanche contra os nigerianos pela final de 96 em Atlanta. Curioso do jogo foi a Nigéria assistir a catimba dos argentinos segurando o resultado de 1×0 e evitava a bola correr. Mesmo com toda essa tradição argentina, os vizinhos e rivais conquistaram o 4º título para a América do Sul, nofutebol olímpico. Foram dois deles e dois do Uruguai, falta o Brasil somar nessa contagem.

Foto: Getty Images
Messi e Riquelme
Messi foi abaixo das expectativas. Nessa final ele parecia perdido em meio ao talento de outros brinlhantes argentinos. A visão de jogo dele era muito boa, mas não conseguia encaixar os passes, mas estava fazendo seu diferencial na velocidade. Já o Riquelme, logo na primeira cobrança de falta mostrou que não era o dia dele. Embora também teve seu papel fundamental como líder em campo, mas no geral toda essa atuação foi liderada pelos mais novos, que se impuseram e agora só tendem a ganhar espaço no futebol, veremos alguns deles na África daqui a pouco menos q dois anos para a Copa do Mundo.
Wiliam Amorim
