19/11/2009, 20:03 por Wiliam Amorim
O curioso caso do milésimo gol
De tantos golaços que Pelé protagonizou na carreira, o milésimo deveria ser justamente de pênalti

Foto: Divulgação
Os milésimo gol de Pelé curiosamente foi marcado em cobrança de pênalti. Esse feito comemora os 40 anos e é celebrado por Pelé outros medalhões do futebol, não sei até quando comemorarão isto. O gol de número 1000 em si não deveria ser o mais comemorado, teve gosto de lance forjado. Digo isso sem nenhum desprezo, até porque Pelé conseguiu ser craque e goleador, mesmo quando no mundo quase ninguém entendia o idioma futebol. O que me chama a atenção é justamente o milésimo gol depender de uma mão da arbitragem.
O questionável não são os outros 999 gols, não no caso do Pelé, mas sim a maneira como que soa ‘armação’ o gol de número mil com este lance. E 38 anos depois Romário também completa mil gols e da mesma maneira, convertendo um pênalti, essa combinação pode ser só mais uma jogada do acaso, mas não tira a impressão que tudo não passou de uma forçada de barra.
A euforia que é estar a um gol do milésimo, é extrema e parece infindável. A vontade de entrar para a história de Pelé como figurante nessa marca impressionante, talvez colaborasse para que tenha saído da pior maneira, sempre ouvi que não existe golaço de pênalti, e golaço era uma coisa que Pelé estava acostumado a fazer.
Entendo que todos esperavam esse gol com ansiedade em demasia, todos mesmo. A torcida do Baêa que digam com propriedade. No falecido estádio da Fonte Nova, em Salvador, os torcedores do Bahia vaiaram seus zagueiros por interceptarem o chute do Pelé quando a bola chegava na linha do gol. Pra mim o Nildo, defensor baiano, foi verdadeiramente um figurante importante nessa conquista, pelo profissionalismo demonstrado.
Ninguém mais queria estragar a festa, e essa tese se firmou com mais alguns fatos. Pelé nem era o cobrador oficial de penalidades e naquele dia ninguém esperou o rebote. Era ele e o goleiro, o milésimo não passaria dali, a não ser que Andrada encaixasse a cobrança. Mas foi absolutamente impossível. O 10 do Santos cobrou com muita categoria, pelo menos isso.
Por conta do lance faltoso na área do Vasco nessa partida ‘histórica’ em 1969, contra o Santos, todos, exceto os torcedores da Colina, agora conhecem o goleiro Andrada como o cara que levou o 1000 do Pelé e não como o bom goleiro que foi pra o Vasco da Gama.
Pelé comprovadamente passou os quatro dígitos de gol, mas aquele pênalti foi um circo com espetáculo armado, coincidentemente ou não, Romário também fez o milésimo de pênalti, apesar de ainda não convencer 100% de onde saíram o restante dos gols (isso não diminui o craque, matador que é). Tomara que Túlio Maravilha, jogador com contagem questionável, que aproveita terra de cego para ser rei pelo menos comemore o “milésimo” com um gol de bicicleta, voleio, cabeça e até de bico também vale, mas pênalti é combinação demais.
Por Wiliam Amorim
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06/11/2009, 10:15 por Wiliam Amorim
Emblema de Raça
Juan Pablo Sorín escreve nas páginas heróicas e imortais do Cruzeiro

Foto: Vipcomm
No Futebol, ele não é artilheiro, não é nenhum camisa 10, nem brasileiro ele é, mas em Belo Horizonte foi intitulado cidadão honorário. Juan Pablo Sorín agora entra pra um novo time: O time dos ex-jogadores. O estilo de jogo do ala esquerdo argentino vai cravar uma saudade eterna nos argentinos, na torcida cruzeirense, onde se tornou ídolo e de outros admiradores de coadjuvantes como ele.
Foram 15 anos de um futebol jogando com seriedade e com raça, e recentemente com liderança, determinantes para fazer de um lateral esquerdo um grande ídolo. Revelado pelo Argentinos Juniors de Buenos Aires, Sorín passou pelo River Plate, onde conquistou os títulos mais importantes na carreira de um argentino: Apertura, Clausura e Libertadores. Depois chegou no Cruzeiro pela primeira vez.
Posteriormente ele rumou pra Europa. Barcelona, Turim, Paris até que teve mais uma passagem por BH, onde foi marcante mais uma vez.
Sorín sempre foi o principal coadjuvante, normal para quem nem sempre é autor do gol. E sempre foi exato em desarmes, passes e lançamentos todos primorosos e com um “Q” de garra, como quem usava todas alternativas pra ver seu time balançar a rede adversária, essas foram as qualidades que o marcou como um excelente jogador. Sempre foi obstinado pela vitória, dono de futebol ao mesmo tempo muito técnico. Seu pensamento sempre foi o amparo a equipe, ignorando o individualismo. Por onde jogou sempre foi o coração do time. Prova disto quando ao lado de Riquelme e Forlan, levou o Villarreal às semifinais da Liga dos Campeões e também quando foi peça principal na articulação e criação de jogadas vestindo a camisa da Seleção Argentina na campanha da Copa de 2006. Naquela oportunidade, o canhoto foi capitão.
Embora ter conquistados títulos mais importantes da sua carreira com o River e ter assumido funções importantes na Argentina, jogando três copas do mundo, o time mineiro é o que Sorín mais se identificou e o carinho é recíproco, tanto a torcida da Raposa, quanto o clube fizeram do lateral uma figura emblemática, um ídolo da história recente, que chega a dar mais orgulho que qualquer outro jogador uma relação transcendental por todos os fatos heróicos de Sorín com a camisa azul.

Foto: Reuters
O respeito que o jogador conquistou é explicado em alguns episódios. Como quando arrancou aplausos no Mineirão, mesmo atuando com a camisa da Argentina e fazendo gol contra o Brasil. O sentimento é explicado também quando agora aposentado, o ex-jogador não deixa o Brasil, mesmo depois de ter passado pelo primeiro mundo. Sua diferença talvez seja que com a constelação do Cruzeiro do Sul no peito ele foi mais do que um jogador, foi também um torcedor e nunca será um exagero chamá-lo de creaque.
Por Wiliam Amorim
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20/10/2009, 11:28 por Wiliam Amorim
Button is the champion
Em Interlagos, Button é o novo campeão da F1

Foto: Reuters
Ver uma animada torcida de Fórmula 1 gritar o nome de Rubinho após uma pole position ousada e heróica foi o suficiente para encher o Brasil de orgulho. Barrichello viu Button ficar no Q2 e largar em décimo quarto e manteve a esperança no título ou pelo menos na vitória diante de sua torcida. Ver uma largada perfeita e volta após volta fazer o melhor tempo e abrindo vantagem do segundo colocado não foi o suficiente para que o brasileiro mantivesse a ponta e terminasse a prova melhor que o companheiro de equipe, Button, novo campeão da F1.
A chuva alagou o circuito no treino de sábado, fez dele emocionante. Na corrida não havia nada mais que apenas nuvens carregadas, o jeito foi engolir à seco mais um título inglês e um pódio sem brasileiros. Mark Webber venceu a corrida, Kubica e Hamilton também subiram ao pódio para completar a festa dos coadjuvantes.
Campeã de construtoras logo no ano de estréia e com a possibilidade de deixar dobradinha no ranking dos pilotos consolida a BrawnGP como uma nova potência da F1. E por falar em consolidação, o pequeno Sebastian Vettel, agora, entra na lista dos favoritos. A RBR ganha com isso.
Para que Button e Ross Brawn chegassem a glória em 2009, muitos nomes tiveram de decepcionar o rol de favoritos. A Ferrari não saiu do provisório a temporada correu e a máquina vermelha de Raikkonen foi mero figurante no combate entre Brawn e RBR. Boa parte desta frustração foi prenunciada com os erros grotescos acometidos no ano passado que por fim podaram o triunfo de Felipe Massa.
Lewis Hamilton e a McLaren não conseguiram assustar ninguém nesta temporada, quando o queridinho da McLaren começou a pontuar pra valer, Button, inconteste, já havia ganhado seis corridas. Fora os tantos fracassos da escuderia somados este ano.
Quem não está mais com nada são os carros da Renault, estão na frente apenas de STR e Force índia, e acredito que mais três GP’s os fariam perder mais uma posição. Após o caso Nelsinho x Briatore, a equipe francesa vive declínio dentro e fora das pistas. A recuperação até é visionada. Kubica e Lucas di Grassi pode ser a dupla de pilotos da Renault para o ano que vem, mas a garantia virá com os resultados, dentro da pista.
Por fim, a campanha vitoriosa de Button foi projetada bem mais na insuficiência dos adversários, o mérito foi o aproveitamento e a regularidade, ao contrário da campanha de Hamilton em 2007. Um exemplo foi o GP do Brasil. Michael Schummacher já largou algumas vezes da 14ª colocação, de lá ele fazia corridas emocionantes, ultrapassagem por ultrapassagem até chegar na zona de pontuação ou até pódio. Button em Interlagos até foi versátil em algumas ultrapassagens, mas ganhou mais posições nas batidas de carros que o intermediava.
Os ventos do Brasil sopraram bonança na terra da Rainha mais ume vez. As nuvens carregadas impediram a chuva, agora, Interlagos guarda o nome Button em uma galeria de campeões ao som do clássico We are the champions. Pra Rubinho a temporada o devolveu por completo à competitividade, já que ele, perto da aposentadoria estava longe também dos históricos segundos lugares.

Foto: AP
Felipe Massa não pode entrar de vez nos duelos deste ano, quando começou a trilhar os caminhos da reação, um terrível acidente em Budapeste deixou-o inativo para competir. A velocidade da recuperação do acidente confirmou e configurou o acontecido em um milagre. A salvo coberto pela precaução dos médicos, ele não se afastou da orquestra sonora dos motores. No Brasil foi o grande convidado de honra de que deu a bandeirada final.
Por Wiliam Amorim
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16/10/2009, 11:59 por Wiliam Amorim
Inacreditáveis
Conquistas de um presente glorioso levam o São Paulo a acreditar no Hepta

Foto: Autor Desconhecido
Antes dos pontos corridos, ir bem no Campeonato Brasileiro significava terminar o ano entre os oito primeiros colocados e disputar as quartas-de-finais. A boa campanha em turno único não tinha muito peso decisivo, tornando a tarefa de ser campeão mais difícil e para muitos, injusta.
E as vagas para a Libertadores eram mais escassas, geralmente duas: somente campeão da Copa do Brasil e do Brasileirão tinha o acesso.
Neste módulo o São Paulo foi campeão três vezes.
Numa história ainda mais recente, o Tricolor Paulista aproveitou os pontos corridos e se sagrou hexacampeão nacional, além de ser o melhor embaixador brasileiro no exterior, com três Libertadores e três mundiais. Feitos não superados por nenhum outro clube de futebol do País.
Acostumado com os melhores lugares o São Paulo se livrou da sina de vice-campeão e mostra total adaptação ao futebol da moda. Moda que agora é buscar um título em dois turnos ou garantir um lugar entre o quarteto fantástico (G4). Mas para o Time da Fé essas estatísticas não representam o limite. Campeão das três últimas edições (2006 a 2008) o time não fica fora de uma Libertadores desde 2004.
Portanto, fica muito claro que um lugar no G4 não vai contentar o São Paulo de 2009. E cinco pontos de diferença farão o elenco das core gloriosas entregar de bandeja um título para o Palmeiras. Nos próximos nove confrontos, o Tricolor pode até não ser o campeão, no entantos não vai interromper esta sequência heroica sem lutar.
Por Wiliam Amorim
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05/10/2009, 22:52 por Wiliam Amorim
Esperança na terra do Sol Nascente
Vettel mostra regularidade e mantém expectativa

Foto: Getty Images
Sebastian Vettel é um piloto com um diferencial. Ingressar cedo na Formula 1 e dentro de uma escuderia sem expressão, não foram fatores que limitasse os resultados do pequeno. Ainda melhor nesta temporada, com a pomposa vitória em Suzuka no Japão, Vettel é um dos únicos pilotos que pode desbancar a enorme vantagem do piloto britânico Button, a três pontos de ser o campeão.
Dos poucos pilotos que venceram um GP este ano, não vi alguém que administrasse a ponta tão bem quanto Vettel. Das três vitórias em 2009, fez com primorosidade e tranqüilidade, parecia que voava na pista. Aliás, foi este pequeno alemão que tornou a temporada deste ano mais atraente, quebrando a hegemonia de Button, com isso atraiu visibilidade e foco para a RBR.
O brasileiro tão acostumado com os segundos lugares tem mais uma oportunidade de surpreender a torcida no Brasil, se vencer um dos seus maiores desafios. Vencer duas corridas seguidas e ser maior que o companheiro de equipe. A Brawn GP que apadrinha os dois primeiros pilotos na classificação está feliz e a meio ponto do título dos construtores. Ross Brawn, consagrado este ano por suas constantes estratégias vitoriosas, teoricamente deve não interferir no duelo Button x Barrichello, mas as precedentes corridas não dão essa garantia.
Das duas uma. Interlagos pode mais uma vez revelar o campeão da temporada. Assim como em 2009, neste ano há o duelo Brasil x Inglaterra, onde o favoritismo é novamente um personagem na terra da Rainha. Um contexto lamentável. Justamente no Brasil vimos Massa perder o título por uma curva, por um ponto. Este ano a vantagem inglesa é ainda mais incontestável, sem levar em conta toda a mística que empurra o Rubinho para as segundas colocações.
Também inspirado no passado, Vettel ameaça o conforto de Button. Em 2007, Kimi Raikkonen, o homem de gelo, fez o impossível, contou com a inexperiência decisiva de Hamilton e a desvantagem de Alonso e desbaratinou as McLarens em uma corrida histórica, também realizada no circuito de Interlagos e foi o grande campeão da temporada. Para mostrar que o automobilismo também é um esporte surpreendente não nos falta exemplo, basta lembra de quem era a Brawn o ano passado.
Por Wiliam Amorim
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02/10/2009, 8:56 por Wiliam Amorim
A Batalha dos Aflitos 2
Bosco, Hernanes e Hugo são os vilões que antagonizaram a vida do Náutico

Foto: W. Correia Neto
O São Paulo acabou com a sina de empates, venceu o Náutico por 2×1 em Pernambuco e voltou ao auge da competitividade. Declarações do camisa 10 do time, Hernanes, dizem que ninguém quer tanto o título brasileiro deste ano como o Tricolor Paulista, que agora vê o Palmeiras [Líder, até agora] mais de perto. Outra vez protagonizando entre os líderes, o time da fé é o único que pode alcançar mais uma marca inédita este ano. Por isso é dever de todos os outros adversários manter o São Paulo distante da cobiçada liderança.
A vitória sobre o Timbu, lá em Recife, foi considerada por grande parte da mídia como a segunda Batalha dos Aflitos. Distante da emoção da maior final da Série B, como foi na Batalha dos Aflitos versão original com Grêmio x Náutico, o jogo do São Paulo não deixou de ser épico nem antológico. A reação fantástica na raça tricolor paulista de ser calou a crítica mídia paulistana que alegava falta de compromentimento de um São Paulo desfalcado, que pouco a pouco recuperou os erros.
Primeiramente, vencer fora de casa é o grande desafio dos pontos corridos, o São Paulo conseguiu. Os inevitáveis desfalques eram significantes: Rogério Ceni, Dagoberto e Washington não jogaram, logo o São Paulo teve apenas um atacante em campo. No decorrer do jogo a lista dos impresentes aumentou, Junior César e Richarlyson foram expulsos, enquanto o São Paulo perdia por 1×0.
A reviravolta na partida, os gols de Hernanes e Hugo nos últimos suspiros do segundo tempo, o pênalti que nosso goleiro reserva, Bosco, pegou foram os ingredientes que fizeram a antológica Batalha dos Aflitos com uma versão menos robusta que a do Grêmio, mas ao mesmo tempo emocionante, pois devolve ao São Paulo a força do Jason e o grito de O Campeão Voltou!
A construtiva vitória dessa batalha é compatível ao plano maior do Tricolor: vencer a guerra. A conquista foi tão fora de série que arrancou elogios das bancadas rivais e fica na história, na lembrança da torcida do clube mais amado do Brasil.
Por Wiliam Amorim
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25/09/2009, 9:39 por Wiliam Amorim
Passado que condena
Decadente Fluminense se aproxima do quarto rebaixamento

Foto: Luiz Cláudio
Em 1996 o maior tricolor da história do futebol brasileiro, o das Laranjeiras, amargava a penúltima colocação dentre os times da série A. O regulamento da época previa que rebaixariam dois times, neste caso: Bragantino e Fluminense. A mancha política na história do Fluzão começava aí.
A chamada virada de mesa fez com que o Fluminense e Bragantino permanecessem o ano seguinte, 1997, na divisão de elite. Foi quando o tricolor do Rio repetiu a lástima da campanha anterior ficando a frente, apenas do União São João de Araras e foi mais uma vez rebaixado, situação ainda mais vergonhosa.
Uma catástrofe maior na história do time veio mesmo em 1998, quando o time somou onze pontos em 10 jogos na série B, e ficou entre os seis últimos da tabela com passaporte carimbado para o inferno, a imperdoável série C, já puxava as pernas do Cartola.
Em débito com a torcida, em 1999 a redenção do time das Laranjeiras começava a ser escrita. O time passou de decadente para ascendente, trilhou a turnê precária pelos estádios mais inóspitos do Brasil e foi campeão da Terceirona. Mas, uma segunda mancha sujou a história do clube. Com toda polêmica do caso Sandro Hiroshi o Brasileirão de 2000 foi todo reformulado e o Fluminense que ainda cumpriria a série B, foi trasladado e teve um injusto e questionável retorno a elite do futebol brasileiro.
De 2000 para cá, o Flu só conseguiu expressão quando venceu a Copa do Brasil em 2007 e posteriormente chegou a final da Libertadores com uma campanha sisuda. Agora o time vive dias de caos e constante declínio.
Todo esse histórico cronológico dos anos 90 é só para ilustrar os dias de desespero e aflição do Fluminense, time acomodado na lanterna do Brasileirão deste ano. Caso o rebaixamento se confirme, este será de uma justiça imensurável, uma vez que nunca vimos o Fluminense voltar da Série B. A tentativa é amenizar as irregularidades fora das quatro linhas, mas que ainda assim não inocentará o Pó-de-Arroz.
O Fluminense Football Club é um time centenário, tem muito mais história do que isso. Mas é impossível que essa cronologia dos anos 90 não venha à tona, com o fantasma que ronda as Laranjeiras. Vasco, Corinthians, Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras mostram que a derrocada também existe para um reconcerto necessário.
E que fique bem claro a outro clubes, e outras modalidades que histórias marcadas pelo rastro da corrupção não acontecem só com o Fluminense, nem tampouco só no futebol, outros clubes tem o passado vergonhoso, e recentemente a escuderia Renault e vários atletas brasileiros de atletismo desapontaram a torcida. Esses são os casos que foram descobertos, como um iceberg, outros casos podem estar encobertos.
Por Wiliam Amorim
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15/09/2009, 10:03 por Wiliam Amorim
Barrichello de Monza
Vitória em Monza coloca Barrichello mais perto de Button

Foto: Reuters
Em avesso ao momento delicado do Brasil na F1, depois da descoberta do polêmico caso de Nelsinho, O Brasil, no peito e na estratégia da Brawn GP, chega a 101ª vitória. Rubens Barrichello, na disputa por um título, somou a terceira vitória no circuito italiano de Monza, foram duas pela Ferrari e uma pela Brawn.
Rubinho largou na quinta posição, com a incrível e perfeita tática de sua escuderia, com apenas uma parada no pit stop, o brasileiro concluiu aprova seguido de seu companheiro de equipe e novo rival na temporada, Jenson Button. O Homem de Gelo, Raikkonen terminou a prova em terceiro lugar, porque Hamilton perdeu o controle do carro na última volta.
Único piloto brasileiro na F1 atualmente, Rubinho alcançou a segunda vitória que silencia as críticas de um ano dos mais contestados na carreira do brasileiro. É um exemplo de persistência, considerando que a Honda faliu no começo do ano e Barrichello não correria em 2009, não fosse a empreitada da Brawn. Vice-campeão mundial de pilotos por vários anos e sempre à sombra de Michael Schummacher, Barrichello pode encerrar uma de mais de 20 anos com o tão sonhado título nas mãos.
Mesmo depois de tudo que já vimos, torcer pelo Rubinho é quase uma obrigação para o Brasil. Massa ficou fora das pistas depois do acidente na Hungria, e Nelsinho Piquet foi demitido da Renault, além de viver no momento uma guerra contra Briatore devido ao escândalo em Cingapura que favoreceu a vitória de Alonso. Para o nosso País resta acreditar que o mais breve possível encontraremos um sucessor para a gloriosa carreira do lendário Ayton Senna. .
Mas para se tornar o herói deste ano conturbado, Rubinho deve superar Button, outro piloto que acendeu este ano, mas cada vez mais ameaçado não consegue manter a boa sequência.
Por Wiliam Amorim
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12/09/2009, 1:34 por Wiliam Amorim
Eight years Before…
Uma crônica em rememoração ao oitavo ano do atentado em New York

Foto: AP
De quais assuntos políticos podem pensar a mente de uma criança de 13 anos? O contexto que precedia o atentado do 11 de Setembro não era, nem de longe, algo que interessava o jovem Wiliam, preocupado em se divertir com TV, games, amigos e futebol, não necessariamente nesta ordem.
O ano de 2001 foi um momento em que ele acordava bem cedo, simplesmente por acordar. Por volta das oito horas, ou até menos, Wiliam, descompromissado de tarefas, já não estava mais no conforto da cama. O garoto sempre admirou como o sol da manhã deixa as coisas mais belas, hoje ele sente saudade de passar tempos assim.
Preso à rotina de acordar cedo, curtir a manhã, ir à escola e dispensar o resto da noite conversando futebol com os vizinhos ou com o pai, o pequeno Wil mal sabia que a manhã de 11 de Setembro de 2001, seria eletrizante e abriria um novos rumos e os horizontes de suas idéias.
Seu irmão mais velho André, na época professor de informática, trazia as informações do ataque por conexão discada e atrasada. Cerca de 20 minutos antes, o rádio de sua mãe que gritava informações já havia indicado um pandemônio a milhas dali, em Nova Iorque. Também antes de André, que acreditava na velocidade da internet, a maratona de desenhos de Wil já havia sido interrompida pelos noticiários da tragédia.
A situação caótica que piorava a cada instante era espantadora para os mais velhos, mas ver seqüestros, explosões, avião se chocando com grandes arranha-céus, era o fascinente e real filme de ação que prendia expectadores mirins também envolvidos na intensa cobertura.
Mesmo longe dos primos ricos dos Estados Unidos da América, as crianças da desconhecida cidade-satélite de Samambaia viviam seus dias de Orson Wells. Todas nas ruas eufóricas e atônitas por contemplarem faíscas de uma guerra fria entre o Oriente Médio e o progresso norte-americano. Viam com despeito quaisquer aviões que cruzassem o céu em direção ao Aeroporto Internacional de Brasília.
Mas toda aquela balbúrdia, que interrompia as programações da televisão e atribulava as editorias de jornais, não serviu para que Wiliam escapasse de ir à escola. Foi lá que os educadores iseriram visão política nos alunos na tentativa de conter a empolgação da turma que conversavam desordenadamente sobre o atentado.
Talvez pela sua aplicação na geografia o pequeno Wil já sabia sobre o Afeganistão, sabia que o país faz parte do Oriente Médio e a sua capital era Cabul, até sabia reconhecer a bandeira afegã. Mas foi depois do bombardeio de informações que uma nova palavra entrou no seu vocabulário: o terrorismo. Depois do oba-oba, Wil, assim como seu pai, buscou interrogar os motivos que leva um homem-bomba abandonar tudo e sacrificar a vida, e porque justamente as potências do império estadunidense foram os escolhidos.
Foi o momento que Wiliam adquiriu conhecimentos sobre uma nova cultura e, tarde, desenvolvia uma habilidade maior de absorver os fatos, criar conclusões, e tentar entender assuntos nacionais que não envolvessem jogadores de futebol.
Enquanto no dia 12 de Setembro, a ilha de Manhattan acordava chocada, em Samambaia, o pequeno Wil aproveitava a manhã de mais um dia, sob uma nova percepção dos fatos globais.
Por Wiliam Amorim
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10/09/2009, 10:13 por Wiliam Amorim
A semana patriota da Seleção Brasileira
O Brasil garante a vaga na Copa de 2010 e vê a agonia dos rivais para igualar o feito

Foto: AP
Setembro é o mês mais nacionalista do nosso País. Foi nas vésperas do Sete de Setembro que o país do futebol visitou os vizinhos argentinos e trouxeram de lá os despojos após a vitória por 3×1. Depois das comemorações da independência brasileira, Salvador recebeu a festa e um time B do Brasil ignorou as expectativas chilenas e venceu por 4×2. Os nobres resultados deram ao quase consolidado time do Dunga, uma impressionante série invicta. Assim o treinador tão criticado no começo, parece abrandar essas tempestades.
Nos dois jogos ficou claro o destaque e a eficiência de dois jogadores. A trajetória de Luis Fabiano e Nilmar mostra que o ataque brasileiro não é mais preocupação para a Copa de 2010. O Fabuloso marcou duas vezes contra os Hermanos, em Rosário e Nilmar agitou Salvador ao assinalar um convincente hat-trick.O desempenho destes centroavantes revela a possível dupla ideal ao ataque.
Quem acompanhou a semana dos brazucas viu a Seleção ganhar da Argentina, garantir a vaga antecipada para a Copa, ver a agonizante queda dos rivais. Porém há um contraponto. Não só de glórias vive uma seleção. A seleção já classificada, no confronto contra o Chile, entrou acomodada e vivenciou um problema crônico que poderia ter resultado em derrota por virada na encharcada Salvador.
Com algumas novidades entre os titulares, a ordem era mostrar serviço na busca por uma vaga entre os 23 nomes que vão a África do Sul no próximo ano. O produto desta equação foi por vezes a frustração das jogadas individuais que causava a irritação da torcida no estádio Pituaçu. O jogador Felipe Mello fez uma atuação contrastante com o que ele já apresentou como titular.
A volta do Imperador à Seleção soou como uma falta de seriedade, se avaliarmos a decisão que Adriano, desiludido fez no decorrer desse ano, quando simplesmente ele abandonou o futebol. Voltou ao Flamengo e também voltou a marcar gols, mas todos sabem que isso não é suficiente para alcançar uma vaga entre os titulares.

Foto: Reuters
Llora Argentina
O d10s deles parece estar dormindo. Há duas rodadas para o fim das Eliminatórias Sul-Americanas, tudo o que a Argentina tem é um quinto lugar que dá direito a disputar somente a repescagem. Os próximos passos para que o sonho de ir à Copa não se torne um pesadelo é vencer o Peru em Buenos Aires e o Uruguai em Montevidéu.
Respeito toda a trajetória de Maradona como jogador, mas como técnico ele carrega uma imensa parcela de culpa deste drama que assola os hermanos. É inaceitável que o país do futebol-raça tão rico em habilidade (vide Messi) tenha que passar sufoco na América do Sul e com D10S no comando ainda não teve triunfo nem milagre.
Por Wiliam Amorim
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