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Cruzeiro x Estudiantes, guerra e rivalidade
A batalha de La Plata não teve vencedores

                 Kléber foi bem marcado pelos argentinos, mas                     desperdiçou ótima chance na etapa final

Foto: Reuters

O Cruzeiro está bem perto de uma conquista extraordinária. A cobiçada Taça Libertadores da América é anseio de qualquer clube brasileiro. Vencer argentinos em uma final é ainda melhor. É dar ao Brasil mais uma vitória na maior rivalidade sul-americana. E dar ao Cruzeiro a consagração, além de empatar com o São Paulo em número de Libertadores e o direito a disputar o Mundial Interclubes. .

Na final contra o Estudiantes, a Raposa Celeste segurou o placar em 0 x 0 e traz a decisão para Belo Horizonte. Soberbas à parte, a torcida Máfia Azul tomará o estádio do Mineirão e será o décimo segundo com a azul em campo. Cruzeirenses têm tudo para vivenciar um jogo pra marcar a história do time azul. E, para isso, o torcedor brasileiro, diferentemente da torcida em La Plata, é o tempero especial do Cruzeiro na busca por uma vitória simplória, que seja.

A Libertadores é uma guerra, a pegada é outra, o jogo é com raça, garra e muito coração. Na partida decisiva em BH não vai faltar emoção, o ingrediente em abundância e descontrole para uma final como essa. A missão do Cruzeiro é teoricamente mais fácil, por isso é o favorito. Mas esta disputa não deixa de ser uma final de Libertadores, algumas vantagens são deixadas de lado e a decisão é dentro das quatro linhas e dos 90 minutos. Todo resultado é incerto, outro empate leva a prorrogação e conseqüentemente a uma guerra apreensiva, os pênaltis.

O talento individual de jogadores vai decidir muito daqui pra frente, como já decidiu no jogo de ida. O goleiro Fábio foi o grande nome e garantiu a defesa intacta. Ramires e Kleber, os grandes destaques da equipe mineira, tiveram uma baixa de rendimento no primeiro jogo, mas seguem como principais armas na final. Por outro lado, o ‘Velho’ Bruxo, Sebastian Verón, não contribui o necessário, contudo, tem a personalidade preparada para acabar com a festa da cruzeirense.

Depois de acompanhar o confronto Barcelona x Manchester na final da Champions, a conclusão é que Cruzeiro x Estudiantes não é a final dos sonhos. A coisa densandou das oitavas-de-finais em diante, até porque os atuais finalistas estão bem melhores que Grêmio e Nacional-URU, mesmo sabendo que nenhum dos dois vive momentos de ouro. O futebol é isso! Somos surpreendidos a todo instante.

Por Wiliam Amorim

O triunfante retorno a Capital do Rock
Biquini Cavadão dividiu a festa com 10 mil pessoas no Festival de Inverno de Brasília

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Foto: Cerrado Mix

Emocionante, envolvente. Fantástico, emocionante do começo ao fim, assim foi o espetáculo do Biquini Cavadão, de volta a Brasília. Dominaram o palco do 3º Festival de Inverno de Brasília. A forte influência do rock nacional superou todas as expectativas e quem compareceu contemplou a melhor de todas as apresentações da banda na cidade. A energia do grupo foi super envolvente e contagiante durante toda a festa, Bruno Gouveia, o vocalista parecia incansável e a platéia com mais de 10 mil pessoas correspondia.

O cardápio musical até deixou falhas, mas é impossível descrever os bons momentos da banda em uma hora e meia de show. Os hits de composições próprias como Timidez, Tédio e Vento Ventania não faltaram. E quem acompanha sabe que bandas que marcaram os nos 80 foram representadas neste show: Legião Urbana, Raul Seixas, Nenhum de Nós, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Ira! e Uns e Outros. A banda abriu o show com a música Índios, uma homenagem a Legião Urbana e à cidade. E fechou com a dançante Chove Chuva de Jorge Ben Jor, que apesar do frio, o público não se importou com a água lançada pelo frontman Bruno Gouveia.

Geralmente apresentações ao vivo são mais difíceis e pode prejudicar o espetáculo por não ter tantos recursos de um estúdio. Felizmente este não é o caso da banda paulista, que foram ainda mais empolgantes com o público presente. A técnica de todos os músicos é incomparável, a produção do evento também não deixou falhas durante o show. Foi também ao vivo que a banda mostrou o nível de sua humildade, uma relação direta e dinâmica com a multidão de espectadores que acompanha a banda em todo o Brasil, uma multidão que sempre propagrá o lema do Biquini: Viva o Rock Nacional.

No Mundo da Lua
Como de costume, a banda sempre convida alguém da platéia para acompanhá-los no palco durante a música No Mundo da Lua. Essa é uma forma que une o público e o artista. Para eles é essencial que não haja estas barreiras. Rodrigo de Sobradinho, representou o público de Brasília e fez parte desta festa.

Eu sou do povo…
“Eu sou do povo, eu sou o Zé Ninguém, aqui embaixo as leis são diferentes” é o que diz a música Zé Ninguém. A idéia deste refrão executada quando Bruno fez questão de cantar não mais do palco, mas sim nos braços da galera. Um dos pontos máximos do show, a multidão carregava o mega cantor enquanto ele cantava a música Por Você. Demonstra mais uma vez que os fãs fazem parte da banda e a música nem o estrelato devem separá-los. Essa é a marca registrada da banda.

Até quando esperar?
Como todo rock do Brasil a crítica aos cuidados políticos é parte integrante destas bandas já citadas. Quando se trata da Capital do País isso é visto ainda com mais nitidez. Foi quando entrou no palco, Philipe Seabra da banda Plebe Rude, juntamente com o Biquíni cantaram Até quando Esperar? A música de sucesso da Plebe. O contexto político e os ideais nos Senado andam destorcido, um fator que fez a música de 20 anos ficar tão recente. Diferentemente de quando Seabra estava com o Jota Quest, em um show patrocinado pelo GDF, desta vez as cobranças teve mais veemência.

por Wiliam Amorim

Brilha muito na Copa do Brasil
Corinthians, após evitar desastre contra o Furacão, trilha o caminho da conquista nacional

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Foto: AFP

O cauteloso time de Mano Menezes foi mais uma vez decidido. Suportou a ofensiva pressão do Internacional e comemora agora as glórias do terceiro título na Copa do Brasil. O Corinthians sobe seus degraus aos poucos, na memória da Fiel a dor do rebaixamento em 2007 ainda é recente, entretanto, de lá pra cá o alvinegro do Parque São Jorge já conquistou três títulos confirmação que o time se recuperou. Com isso também garantiu uma vaga na Libertadores de 2010, ano que o clube completa 100 anos de existência.

O Timão não via tempos assim, desde o espetaculoso elenco que trazia Nilmar (Adversário), Tevez e Mascherano. Eu até afirmo que com a estrutura tática de Mano, este time está ainda melhor. Mas para a alegria do futebol nacional, embora o São Paulo desandou um pouco, o nível entre os clubes da série A anda bem equilibrado, promessa que o Corinthians não tem o caminho livre para o Brasileirão, mesmo mediante toda essa ascensão.

Nos confrontos que definiram o campeão da Copa do Brasil, o Corinthians teve algumas vantagens naturais no primeiro jogo. Do colorado, Nilmar e Kleber serviam a seleção na África do Sul, além de D’Alessandro que se recuperava fisicamente, enquanto no Corinthians somente André Santos desfalcava o time. Com esse cenário o Timão fez a primeira partida em casa, para um Pacaembu lotado, resultado não deu outra: vantagem elástica para o dono da casa que não sofreu gols. Esse foi o fator determinante para o título, pois no jogo de volta, além da soberana vantagem, a calma estava do lado do Corinthians que destruiu as chances do Internacional ainda no primeiro tempo.

Mas a torcida do Colorado é guerreira não parava de cantar, Guiñazu é raça, com mais uns cinco dele em campo o Inter não perdia. Nilmar é técnica, correu durante todo o jogo, mas colecionava tentativas frustradas. E quem é mais impulsivo que D’Alessandro? Violentamente o argentino inibiu a catimba corintiana, que não se fazia necessária, foi expulso, contestado, e prejudicou sua equipe. Tirando a Fiel e a torcida do Grêmio, muitos torciam e não deixavam de acreditar em um milagre: ver o Inter reverter a partida para 5×2.

Jogando de branco, em pleno Gigante, o Colorado demonstrou que o clube tem mais pressão que futebol. Sem a conquista da Copa do Brasil, Tite pode estar ameaçado no comando do Inter, visto que, Muricy Ramalho ainda não assinou com nenhum clube.

Por Wiliam Amorim

Sim! Nós vencemos

Sim! Nós vencemos
Brasiliense Lúcio decide o título da Copa das Confederações

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Foto: Reuters

Guerreiro, suas expressões de bravura e coragem traduzem, literalmente, um típico bordão: Sou brasileiro, não desisto nunca. Herói desde a Copa de 2002, ele mostrou o poder da redenção dentro dos noventa minutos. Efetivamente um dos principais responsáveis pela conquista brasileira na África do Sul. O ilustre camisa 3 da seleção brasileira, Lúcio, mais outros 10 jogadores mostraram aos USA que NO, THEY CAN’T.

Com muito sofrimento e uma espetacular reação o Brasil venceu os States na final da Copa das Confederações. A vitória por 3 x 2, que levou o Brasil ao tricampeonato, não evitou que mais uma vez fossemos surpreendidos por este time estadunidense.

O Brasil, oscilante em todos os seus jogos, enfrentou os Estados Unidos, cada vez mais crescente, o time obamense havia passado pelo vale das sombras, antes de chegar à final. Mas o que me faz aprovar esta atuação do time canário não foi o placar em si, até porque antes da partida, tínhamos a garantia que o Brasil venceria, no entanto, a maneira com que chegamos ao placar 3×2 foi sensacional. Após sair perdendo de dois gols de diferença, o time se impôs e se recuperou do susto inicial, eu até ampliaria a vitória para 4×2, não fosse o detalhe da arbitragem.

Certamente os brasileiros têm muito mais técnica e força do que o experiente time norte-americano, mas a maneira decisiva, a força e a perfeição com que o time jogou o segundo tempo mostraram a capacidade de lidar nas situações adversas. A grande marca registrada da equipe, talvez seja essa, sobressair na fase final, motivo que trouxe também uma Copa América e a liderança das Eliminatórias da Copa do Mundo. Tudo isso deixa o sétimo anão cada vez mais firme no comando.

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Foto: Reinaldo Marques

Mesmo com o clima festivo, outros jogadores alternaram o rendimento. Ramires e D. Alves encolheram e não supriram as expectativas. Maicon, Luís Fabiano e Robinho mostraram serviço Além do esperado. Outros jogadores como Kaká, G. Silva, Felipe Melo, Julio César seguem sua regularidade, para o capitão desta equipe, desta vez o parágrafo dele é outro.

USA FOR AFRICA
Inusitadamente nesta partida não houve como não recordar a morte do revolucionário musical, o dinâmico astro pop, Micheal Jackson. Isso com a comemoração de Davies após o golaço de Donovan. No final do jogo, Johanesburgo contemplou a festa brasileira. Lágrimas também não faltaram, Lúcio não conteve o choro logo quando marcou o gol do título, mas Dempsey teve lágrimas amargas, valorizando a reviravolta do time na competição, em um momento que o mundo chorava a morte de Michael.

Por Wiliam Amorim

O Gol Salvador

O Gol Salvador
Na Copa das Confederações o Brasil garante final, enquanto a Espanha antecipa o adeus

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Foto: Getty Images

Após o seguido sucesso do Brasil ao golear os Estados Unidos e a clássica seleção italiana, o time mais uma vez foi salvo aos últimos suspiros. A vitória de 1×0 contra a África do Sul, com o gol salvador de Daniel Alves, reflete que o time sobrevive do placar. O que transmite pouquíssima segurança para a torcida creditar o Brasil como um possível campeão das Confederações. Estarmos às portas da Copa do Mundo de 2010 também assusta muito.

É claro que nem todos no time vivem essas oscilações. Lúcio, por exemplo, é merecidamente o capitão, zagueiro no estilo mais puro da palavra reflete a raça e a determinação com que deve ter um jogador que veste a camisa amarelinha. Pensar na coletividade é uma peça-chave que possa estar em falta na seleção de Dunga, que, aliás, já escreve melhores episódios em sua saga.

Acontece que para países sem muita tradição no futebol, como a África do Sul, jogar semifinais de campeonato a nível mundial não é um costume. Fazem de tudo, dão as tripas ao coração para chegar o mais longe possível, com isso a seleção de Joel Santana jogou de igual pra igual contra o Brasil da atualidade e deu aula de marcação. Como jogadores aplicados, devemos incorporar esta forte marcação para usar no jogo contra os States e garantir o Tri da Copa das Confederações para superar a França.

Fúria perde o encanto
A seleção espanhola esbanjava uma invencibilidade de 35 jogos, que perdurava há quase três anos, esbarrou no discreto Estados Unidos, por 2×0, numa zebra surpreendente ao mundo. É claro que não é evolução do futebol americano. O Time do Tio Sam, só passou graças a dança de saldo de gols na última rodada. Foi sim excesso de preciosismo natural dos espanhóis, que evitaram um bom duelo com a seleção brasileira, seria uma final de tirar o fôlego.

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Foto: Reuters

Até por isso não gosto muito de Copa das Confederações, os estadunidenses, caso vença o Brasil nos pênaltis, podem ser campeões ganhando apenas dois jogos. Um campeonato de uma injustiça técnica que é assim por se muito curto. E outra… a Fúria sem o Aragonés não parece a mesma fúria da Eurocopa, contudo não deixará de ser um adversário complicadíssimo para quem quer que seja na próxima Copa.

Por Wiliam Amorim

De domingo a domingo
O fim de uma semana decisiva que antecede decisões ainda mais emocionantes

Foto: Agência EFE

O persistente embate entre FOTA e fia, o ensaio do Brasil na copa das confederações, o insucesso de palmeiras e São Paulo na Libertadores da América e final da copa do Brasil foram os hits que fizeram uma semana empolgante para o esporte. De todas estas expressões do desporto, nada está decidido ainda, a garantia é de mais emoção nestas modalidades.

F1

A FOTA – grupo de oito escuderias, das dez que disputam a F1 este ano – boicotou as inscrições para a próxima temporada. Um round a um na luta entre FOTA e fia. Além do rompimento, o “sindicato” das construtoras anunciou também criar uma categoria paralela à maior competição de automobilismo mundial. Com tamanha evasão, a Fórmula 1 dificilmente sobreviveria, embora a fia seja superior a Ferrari, McLaren, Brawn e companhia, Mosley e Ecclestone dependem do que estas equipes proporcionam, por mais que futuramente, estas equipes, uma a uma , perca o seu brilho e poder competitivo. Por isso reafirmo que para o momento a FOTA tem mais força do que as organizadoras da competição. Para ser claro este duelo ainda anda longe de um veredicto. Mesmo a fia estipulando prazo após prazo, o ultimato não foi dado, e para os senhores da hegemonia automobilística, vale ressaltar que devem ser mais flexíveis, a opinião pública (rentabilidade, o feedback do esporte) parece adepta as exigências do rebelde octogonal de escuderias.

Mesmo com este cenário, a formula 1 vem discorrendo outras emoções. Desta vez o GP foi na Inglaterra, lar doce lar de Jenson Button. O piloto britânico não ganhou, correndo ao lado da torcida, o papa-pódio ostentou uma humilde sexta colocação.

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Foto: Ag News

A vitória foi de Vettel e a dobradinha foi da RBR, Brawn GP contracenou o pódio com a chegada de Barrichello na terceira posição. Está certo que o viés é realmente este, o desempenho brilhante do garoto alemão que voou hoje em pista. As novas adaptações do carro da RBR já ameaçam o domínio da Brawn. Entretanto, Felipe massa se redimiu do ultimo qualify e foi espetacular. Ganhou sete posições durante a corrida e a Ferrari como há muito tempo não fazia, foi a grande base que o sustentou, formulando as estratégias de Felipe. Se esta não fosse já, a oitava prova, eu diria que massa estaria firme na disputa. Agora ficou bem claro que a junção entre os acertos da Ferrari e a talentosa capacidade do brasileiro, tem alto índice de retorno.

Antes que me esqueça, o último parágrafo e dos últimos pilotos. Os diamantes pesam no capacete de Hamilton, o carro já não é mesmo, o piloto nunca mudou. o máximo que o jovem Lewis tem feito é duelar na últimas colocações da pista, desta vez teve um adversário tanto. Fernando Alonso contracenou junto com o inglês os duelos de ultrapassagens que mais empolgaram o público inglês, coadjuvante destes atritos mal-resolvidos, estava o surfista prateado de 2007, Nick Heidfeld que junto de Alonso e mais 13, ficaram a frente do anfitrião da vez.

Confederations Cup

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Foto: Reuters

Nunca fui muito fã de copa das confederações, mesmo que represente a estratégia da FIFA para ensaiar as instalações da atual sede para a copa do mundo. Mas, se tem Brasil participando e com a oportunidade de superar a França na contagem destes títulos, acaba por me empolgar sim. a probabilidade de uma final contra a Espanha é mais um baita motivacional, já que a fúria venceu a Eurocopa e é a seleção do momento com excelentes jogadores. Engrandecendo a lista de motivações para se acompanhar uma Confederations Cup, é apreciar a evolução das imagens, com advento da high defintion e o excelente trabalho do Delta Tre.

Nesta competição, se a FIFA avalia o desempenho receptivo da áfrica do sul, nós torcedores, avaliamos a força da seleção brasileira, que buscará o hexa daqui aproximados doze meses. Mas com o nível das seleções participantes o teste de fogo será mesmo dentro de uma possível final contra a Espanha.

O esquadrão do dunga somou nove pontos, nos três jogos, passou um sufoco amargo contra o Egito (4×3), se recuperou e venceu bem os Estados Unidos (3×0), e com primorosidade fechou a primeira fase desclassificando a Itália (3×0), suportou a esquadra azurra correndo contra o tempo e lutando contra os cálculos para se classificar. A recente vitória contra um de nossos rivais confirma o bom momento do brasil. o próximo adversário é a áfrica do sul de Joel Santana, um último preparo antes de um jogo esperado por muitos. A surpresa Egito que atrapalhou o caminho do Brasil e da Itália foi surpreendida na dança dos saldos e foi desclassificada, melhor para os EUA, que começou a última rodada com zero ponto, e saiu dela com mais uma chance.

A fracassada seleção italiana não deixou de ser um teste, o confronto começou lá e cá, com promessa de um ótimo jogo, até melhor que o último amistoso. No envolver do jogo o Brasil conseguiu colocar três gols, para eficiência do ataque. No segundo tempo, o sistema defensivo brasileiro foi também rico em qualidade, suportou a forte pressão dos italianos na esperança de não deixar a copa tão cedo, mas convenhamos, o time de Marcelo Lippi não tem atacantes. No bom momento que vive a nossa seleção, é visível o mérito de jogadores como Kaká, Lúcio e Ramires, principalmente nestes últimos jogos. Felipe Melo conseguiu nos provar o contrário e também é um dos bons destaques ao lado dos craques e do fabuloso artilheiro.

Outros afins futebolísticos

No início da semana, tínhamos quatro times brasileiros na disputa, e a certeza de que um seria eliminado, mediante o confronto. Grêmio passou no reprimo, cruzeiro passou com louvor, palmeiras foi eliminado dramaticamente pelo regulamento, o São Paulo foi desclassificado incontestavelmente.

Para os que ficaram não há previsões. O grêmio, mesmo com o caminho fácil que o deixou nas semifinais, ganhou confiança ao longo da competição. O imortal tem até vantagem sobre o cruzeiro que segue a regularidade. Estudiantes e nacional representam a catimba sul-americana, Palmeiras que diga e com propriedade. Qualquer que passar deste confronto, que argentinos, quer uruguaios, vai com certeza fazer 180 minutos de um final eletrizante nível a nível.

O Palmeiras foi com 90 minutos de guerra no centenário, o regulamento não o previa classificação já qu não fez gols nas terras uruguaias. A trajetória do Verdão nesta liberta fez com que os torcedores aplaudissem o time, pela força que o trouxe heroicamente onde cada gol era uma conquista. É claro que por outro lado, Luxemburgo sofre abalos, mas nada que seja contornado na promessa de um brasileirão inteiro pela frente.

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Foto: Globoesporte.com

O tricolor paulista, dentre os eliminados, foi o time que mais sofreu. São Paulo acha ter feito a contratação do ano ao trazer Washington, o algoz de 2008, para o São Paulo. Hernanes terminou o ano passado como um dos melhores jogadores do Brasil, despertando constante interesse no mercado europeu, mas este ano não fez nada que demonstrasse a grandeza do seu futebol nas temporadas anteriores. Rogério Ceni, após seqüência de atuações irregulares, é contundido em treino e fica seis meses afastado dos jogos, prazo suficiente para o São Paulo revelar um novo goleiro, mesmo sentindo a imensa falta que o goleiro, artilheiro e conselheiro faz na equipe.

Não bastava tudo isso, mas a humilhante derrota para o cruzeiro em pleno Morumbi, Juvenal Juvêncio dá um tiro no escuro, demite o treinador e põe um fim na era Muricy. Técnico de coração são paulino e um dos maiores responsáveis no tri – hexa do clube, mas que também acarretou a quarta eliminação de libertadores consecutiva para clubes brasileiros – inter (2006), grêmio (2007), fluminense (2008) e cruzeiro (2009).

Assim como todo clube, o São Paulo está vivendo, agora os seus dias de vaca magra, acredito que este não era o momento de Muricy deixar a barra funda. Nesse pântano sem fim, a crise se instaurou mesmo no São Paulo, com a derrota para o Corinthians, em situação totalmente oposta da tensão são-paulina.

O gigante da beira-rio saiu atrás na final da copa do brasil. desfalques importantes no jogo de ida deu a liberdade suficiente para o Corinthians abrir dois gols de vantagem em cima do inter. Caso no jogo de volta isso não se inverta, o Corinthians evitará ser vice novamente, e o desempregado, Muricy passa a ser uma excelente proposta para o colorado no brasileirão que se segue. Caso essa hipótese se confirme, Muricy ramalho poderá se confirmar como o papa-brasileirões, uma vez que terá um excelente elenco para trabalhar.

Por Wiliam Amorim

Oscilante

Oscilante
Quem vê placar, não vê coração

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Foto: Agência EFE

O elenco que sobrevive pelos resultados vence mais uma vez, e fecha um ano inteiro sem derrotas. O Brasil depois de desencantar contra o Uruguai no Centenário e de não decepcionar contra o Paraguai, no Arrudão, agora passa sufoco contra a frágil seleção egípcia. 4 a 3 para o Brasil, na estréia do grupo B, da Copa das Confederações. A equipe de Dunga continua a dar indícios de que vai engrenar de vez, mas isso se prorroga há três anos. O lado positivo nestes resultados momentâneos, é a conquista da Copa América e a liderança nas Eliminatórias. Contudo, esse gongo retumbante que salva a seleção, é apenas detalhe que maquia e disfarça a real situação, que pode ser desmascarada muito tarde. Estes resultados sempre satisfatórios deixam o time brasileiro acomodado e mal acostumado e o pior de tudo, desarraigado de um projeto de base para 2010.

A inconsistente era Dunga tenta aos poucos mostrar que pode representar o futebol nacional à altura. O entusiasmo do torcedor brasileiro, claramente não é mais tão alto um dos motivos é a falta de identificação com o elenco, que pouco gera expectativas. Em toda convocação é fácil de encontrar decepções. Ás vezes o problema está na errônea atitude de pré-rotular desconhecidos (Felipe Melo e Daniel Alves, promovidos por Dunga), isso não expia o erro nos casos inexplicáveis ao bom senso (Afonso, Vagner Love, Kleberson). E a exigência racional dos torcedores, de convocar jogadores que atuam no Brasil, tem sido aos poucos acatada pelo técnico, que limita a hipotética desculpa da liberação de clubes, o que também ocorre com jogadores que atuam na Europa.

Então, que venha o resto da Copa das Confederações, já que o Egito deu todo esse trabalho na estréia, o restante do torneio não deixará de ser um grande teste de fogo para esta seleção, antes da Copa do Mundo, a nossa maior incerteza. À contragosto de muitos, Dunga provavelmente permanece, o projeto de três anos não pode ser jogado fora, ainda mais quando estamos às portas do maior evento esportivo do mundo. Mas o brasileiro se acostuma, com o constante declínio dos hermanos, desde a chegada de Maradona no comando, nós começamos a perceber que o Dunga, erra bastante, mas sabe acertar.

Sobre a defesa nada mais a questionar, exceto o baixo rendimento de Julio César na última partida, que foi uma lamentável surpresa. Os protetores do arco têm mantido sua regularidade, além de ajudar o ataque em vários lances, tanto é que por pouco não tivemos um gol de Juan e um de Lúcio em uma mesma partida. Para os laterais as notas devem ser individuais. Daniel Alves confirma cada vez mais a sua posição, além de comandar na direita, o ala se torna um elemento cheio de utilidade nos lançamentos e nas bolas paradas. Mas na esquerda, o carma do meião ainda assombra e, por enquanto, nada do substituto para Roberto Carlos. Quanto aos meio-campistas, somos totalmente dependentes do bom futebol de Kaká, Elano e Gilberto Silva (se a seleção renovou porque ele ainda está lá?), temos de esperar o dia de inspiração destes jogadores, enquanto há uma enorme lista de esperas de outros meias se destacando no Brasil. E no ataque a história é bem parecida. O que incomoda é que o Brasil não tem banco de reservas, devido ao constante erro nas convocações, um questionamento que pode fazer uma boa diferença em qualquer segundo tempo.

Por Wiliam Amorim

A sexta de sete

A sexta de sete
Team radio brawn GP: “unbelievable, unbelievable (…)”

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Foto: Reuters

Jenson Button vence o GP da Turquia, uma etapa para nos dar mais alguns aprendizados sobre esta louca temporada. Uma das lições é que ao término de uma temporada é inútil querer apontar os futuros favoritos, por isso penso e falo de coração: 2008 foi o grande ano de Felipe massa. O declínio das grandes e ascensões de Brawn e RBR são prova disto. Aliás, pouco adianta torcer contra o talento menos ainda quando se fala de sorte. Mesmo com os finais de corrida sempre tão iguais, algumas coisas ainda são incompreendíveis, como o sorriso incontível do britânico ao cantar o God Save the Queen do lugar mais alto do pódio, mesmo tão acostumado a vencer este ano, Button fica mais vislumbrado com cada conquista.vai ver, ele sabe bem aonde este vício de vencer o levará.

Para a escuderia de Ross Brown, não houve dobradinha na Turquia, exceto na volta em que Button ultrapassou Rubinho como retardatário. O brasileiro teve seu talento sufocado pelo azar, um constante carma em sua polêmica carreira. Com a péssima largada e a tentativa inconseqüente de se recuperar, arriscou demais e trouxe mais complicações que resultaram no abandono da prova. Primeiro carro da Brawn a não completar uma prova. De todas as frustrações desta prova, Barrichello poderá se contentar em continuar na vice-liderança e com seis pontos de distância.

Discreta Ferrari em 2009, discreta atuação de Felipe massa. O grande sultão da Turquia, embora não tenha trago mais uma vitória no circuito de Istambul, conseguiu pelo menos manter a estabilidade que não o deixará mais para trás e ao mesmo tempo, uma medianidade, que o firma como coadjuvante. Com 11 pontos, massa é só oitavo colocado. Algo ainda nos leva a acreditar que tanto ele como a Ferrari podem fazer mais do que isso.

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Foto: Reuters

Algo extremamente legal para se comentar em um último parágrafo é a atuação de Nelsinho Piquet. Não fez a corrida genial do ano, também não pontuou, mas foi brilhante em uma disputa de ultrapassagem com o atual campeão mundial, Lewis Hamilton. Piquet não tomou conhecimento algum e desbancou o bambambã com uma fraca e limitada Renault, o herdeiro de troféus traz no sangue, este espírito de competitividade, queríamos nós brasileiros que Timo Glock houvesse feito o mesmo em Interlagos. No decorrer da corrida, após a guerra estratégica do segundo pit stop, Hamilton ainda chegou à frente de Nelsinho, mesmo assim, o brasileiro tem seus méritos por desbaratinar o algoz de Massa.

Por Wiliam Amorim

D.D.G. Rock ao extremo
Oficina G3 apresenta seu novo vocalista à Ceilândia

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Foto: Cabana Gospel

A maior banda de rock cristão do Brasil mostra novamente toda sua força, desta vez o grupo fez o lançamento do novo disco para o público do DF, em Ceilândia. Com 20 anos de carreira, o Oficina G3 superou os momentos turbulentos da banda e acertou em cheio na nova formação, deixando para trás o insucesso do Elektracústica. Sobreviver a uma guerra é renovar as forças e redescobrir a importância de valorizar cada dia da vida. O álbum da banda, Depois da Guerra traz o resumo de quem vai reestruturar o que ruiu. O show na cidade-satélite reapresentou Mauro Henrique à sua terra, agora como o vocalista do Oficina G3.

A chegada de Mauro nos vocais trouxe uma nova roupagem para o Oficina, até diria que ele rebuscou a verdadeira raiz Rock n’ Roll da banda. O nível do novo vocalista tem um alto parâmetro, o que não o deixa desequilibrado com os instrumentistas. Com a excelente performance musical dentro do estúdio, ele foi extraordinariamente o melhor vocal, para a banda que já teve Luciano Manga e PG neste posto. Sua intimidade com o inglês abre novos horizontes para a banda que alça vôo no mercado internacional [People Get Ready]. Mas algo ainda discutível é o desempenho ao vivo do cantor. Que está muito longe de ser mediano, mas é possível aperfeiçoar ainda mais, embora saibamos que isso seja, apenas, questão de tempo e adaptação aos grandes públicos. E mesmo com o novo vocalista cheio destas qualidades, ainda é positivo que Juninho continue cantando como primeira voz de algumas músicas, a voz dele é umas das personificações da banda.

Tecnicamente, o Oficina G3 é uma banda que sempre evoluiu junto com o rock, mas deixou no passado letras e melodias inesquecíveis, que fizeram bastante falta na apresentação. O que não faltou e não poderia faltar é o sensacional e avassalador Humanos Jean. E quando eles estão de volta na terra da Capital sempre tem que rolar também a estigmatizada música do nosso público: O Tempo. Além, é claro, de levar o aconchegante público ao delírio com o novo repertório.

Com a visível evolução do trio Jean, Duca e Juninho, os mecânicos do Rock chegam a um de seus melhores discos, tanto descrito nas letras quanto nas pegadas musicais. Aliás, musicalmente a banda vive o melhor momento, o bom som do rock pesado, embalado com a categoria de sempre dos músicos que compõem esta orquestra distorcida. A grande novidade, além do espetacular vocal de Mauro, são os back vocals thrash de Jean Carllos que não devem ter sido reprovados por ninguém, vista a euforia do público quando o tecladista entra em ação. Juninho Afram sem a pressão de ser o frontman da banda se soltou mais uma vez nos riffs da guitarra e com apoio do resto da banda produziu uma sonoridade quase incopiável, além de agradável e correspondente à linha editorial da banda.

Numa avaliação da soma Música + Letra, as faixas, Continuar; Meus Próprios Meios; Better e Muros vão reverberizar por muito tempo e causar discussões na disputa pela melhor canção do álbum. E as baladinhas, presentes como sempre nos discos da banda estão mais agressivas, sem perder a característica e o propósito, como nas faixas: Incondicional, A Ele  e Tua Mão.

Por Wiliam Amorim

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Foto: Cabana Gospel

Setlist do Show

01 – D. A. G. / Meus Prórios Meios (Depois da Guerra)

02 – Meus Pés (Depois da Guerra)

03 – Eu Sou (Depois da Guerra)

04 – Te Escolhi (Humanos)

05 – Continuar (Depois da Guerra)

06 – A Ele (Depois da Guerra)

07 – Incondicional (Depois da Guerra)

08 – O Tempo (O Tempo)

09 – Até Quando? (Humanos)

10 – De Joelhos (Depois da Guerra)

11 – Better (Depois da Guerra)

12 – Muros (Depois da Guerra)

13 – De Olhos Fechados (Além do que os Olhos Podem Ver)

BIS

14 – Depois da Guerra (Depois da Guerra)

Barcelona Champions 08/09
Campeão do Rey vence o campeão da Rainha na Cidade Eterna

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Foto: Getty Images

O histórico anfiteatro, Coliseu de Roma, é famoso por receber combates de gladiadores na Idade Média, anos mais tarde na mesma cidade os gladiadores do futebol se encontram no Estádio Olímpico de Roma. No confronto, o Barcelona, campeão Del Rey, destronou o Manchester da realeza européia e consagrou-se o novo campeão da Europa, após interromper a tentativa do campeão da Rainha de construir sua hegemonia. O espetáculo, em tese, supriu as expectativas de quem encarou a final como o jogo dos sonhos.

Ao comparar as últimas finais da UEFA Champions League, observa-se que este duelo perde no quesito emoção. O desequilibrante sucesso das jogadas do time espanhol foi, com certeza, um determinante para isto. O atacante afro-catalão, Samuel Eto’o, marcou um belo gol, logo no primeiro ataque, com isso o impávido esquema tático de Sir. Alex Ferguson rapidamente ruiu. Com um gol a menos no placar, o time inglês se encolheu, não conseguia aplicar uma postura ofensiva, a diferença de como o Barça encarava a partida se tornava uma pressão. O tempo foi passando e o Manchester ia sucumbindo a cada minuto da partida, o time tentou reagir até Messi aproveitar uma assistência magnífica de Xavi e marcar o segundo gol. Então o time parou, a insistência nas jogadas individuais de Cristiano não foi recompensada, o craque da bola fácil foi anulado pela notável atuação de Carles Puyol, que mesmo como zagueiro foi um da linha de frente desta guerra.

Graças aos critérios da FIFA na escolha do melhor jogador do ano, o argentino Messi está com sua conquista garantida, embora esta final tenha sido um complemento do seu trabalho e o seu gol, um resultado satisfatório do trabalho da equipe. O condutor do piano, foi a articulação de Xavi Hernandéz e Andrés Iniesta que vivem um grande momento e ainda se agraciam com a glória da Eurocopa. Xavi, extraordinariamente presente em todos os momentos decisivos, realizou sua função com primorosidade, deixando tudo afinado para os maestros da bola. Não precisa falar mais nada, pois está bem explicado o porquê de o Manchester ter ficado tão acuado e limitado.

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Foto: UEFA.com

Agora astros, os jogadores do Barcelona foram coroados com a taça e, com isso, driblam o momento conturbado que vive o futebol dentro da Espanha. Receitas em Superávit, um elenco promissor e a conquista da tríplice coroa, são os atos exclusivos do Barcelona, o que reforça sua força e soberania. O desafio agora é trazer o título inédito do Mundial Interclubes. O clube já teve por duas vezes esta oportunidade, não conseguiu concretizar nenhuma das duas, em Tóquio perdeu para o São Paulo em 1992 e para o Inter de Porto Alegre em 2006.

por Wiliam Amorim

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